Depressão e alimentação

Você sabe que a alimentação tem enorme impacto na forma como seu funciona e sensações físicas de bem estar (ou ausência de bem estar). Acontece que nem só nas sensações físicas a alimentação tem impacto, também nas sensações sutis em volta das emoções, como na depressão.

Não estou dizendo que é possível tratar depressão apenas com a alimentação. E sim que ter como rotina uma alimentação favorável diminui o risco de desenvolver depressão e potencializa o tratamento quando ela acontece. Alguns nutrientes tem maior impacto e vale incluir os alimentos fonte na rotina do dia a dia.

Triptofano
É um aminoácido essencial para a produção de serotonina, um dos hormônios do bem estar. Fontes – banana, grão de bico

B1 (tiamina)
Esta envolvida na transmissão nervosa e síntese de acetilcolina nas células neurais (energia para os neurônios). Fontes – germe de trigo, farinha de arroz, pistache, gergelim e aveia.

B6 (piridoxina)
Participa da formação de neurotransmissores como serotonina e GABA, que controlam a depressão, percepção de dor e ansiedade.
Fontes – farelo de trigo, semente de girassol

B12
A B12 participa da transmissão nervosa e níveis mais altos nos exames de sangue estão associados com melhor recuperação de depressão em tratamento medicamentoso.
Fontes – produtos de origem animal – carnes e ovos.

Vitamina D
A vitamina D também participa do metabolismo e uso da serotonina, inclusive a extrema baixa de vitamina D pela ausência de sol, é um fator bem impactante para o desenvolvimento de depressão em países como Suíça.
Fonte – tomar pelo menos 20min de sol por dia com braços e pernas expostos e alimentos enriquecidos.

Magnésio
Fundamental para a produção de serotonina, a deficiência é muito comum em pessoas com depressão, irritabilidade, ansiedade.
Fontes – castanha do Brasil, farelo de trigo, semente de abóbora, aveia.

Além desse nutrientes essenciais para a produção de neurotransmissores, tem outros fatores que podem dar sintomas depressivos, como baixo funcionamento da tiroide e deficiência de ferro – ambos avaliados por exames de sangue. No caso da tiroide, o diagnóstico e tratamento são médicos.

No caso da deficiência de ferro, é bem comum acontecer os sintomas quando os exames mostram apenas baixo estoque de ferro, sem diagnóstico de anemia.

A principal sensação é de extrema fadiga, como se fosse engolida pelo sofá sem vontade de fazer absolutamente nada. Isso acontece pois no baixo estoque de ferro a produção de ATP, nossa forma de energia está prejudicada e um nutricionista que sabe avaliar exames de sangue pode identificar esse fator e complementar ferro em formulações e através da ajustes na alimentação.

Sempre vale lembrar que toda vez que você come um alimento super industrializado e pobre em nutrientes esta perdendo a oportunidade de comer um alimento que cuida de você. Então priorizar comer comida de verdade na rotina do dia a dia é o caminho mais assertivo na prevenção inclusive de depressão ou desses sintomas depressivos.

Então, se você tem depressão ou sintomas depressivos, procure também um nutricionista! Rsrs

E, não deixe de dar uma olhadinha na minha coluna, aqui no portal. Está recheada de informações que podem te ajudar no processo de auto amor e saúde.

beijos mil

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