Era pra ser o melhor momento dela

Norman Fucking Rockwell, lançado no dia 30 de Agosto, produzido por Jack Antonoff, Rick Nowels e Zache Dawes, e é claro, por ela mesma.

Começa muito bem, maravilhoso e icônico, mas termina… meh. Ao meu ver, a gravadora mudou de ideia no meio da divulgação.

E isso fica claro ao decorrer do álbum, ou melhor, dos álbuns. Existem mais de um disco dentro de Norman Fucking Rockwell. Um “on drugs” e outro mais sóbrio.

Em Norman Fucking Rockwell, a Lana coloca um ácido na tua boca e te chama para esvaziar tua mente, mas não muito. Psicodelia e experimentalismo moderados (do jeito que eu amo) formam os moldes do que eu creio que seja o projeto inicial desse novo disco. Poderia ser o The Hurdy Gurdy Man da Lana Del Rey? Acredito que sim. Guitarras deslizantes, faixas com duração maior do que o “comercial” e melodias que se esbarram numa espécie de mantra pós contemporâneo de jovens perdidos. Não são músicas, são quase feitiços de verão.

Na segunda parte do álbum, embalada por piano e na felicidade dentro da tristeza. Não tem nada arriscado, nada novo, nada interessante. São músicas ótimas. Jogou no seguro e acabou produzindo o mais do mesmo, e tá tudo bem. Chega a parecer muito algum tipo de exigência da gravadora para agradar fãs e vender mais uns milhares.

Em resumo, é uma belíssima obra, mas que sem perde da metade para final. E por isso não cria a atmosfera que só ela sabe cria.

ps: As letras são impecáveis como sempre. Ela canta e eu grito POETISA!
ps2: Ultraviolence segue sendo o mais interessante

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