Mãe em tempo integral? Putz, não!

mãe

Você sabia que a taxa de demissões de mulheres que voltam da licença-maternidade é muito alta? Mulheres que se tornam mães são obrigadas a deixar de lado o sonho de construir (ou manter) uma carreira profissional, porque tiveram um filho.

Não sei para você, mas para mim isso sempre pareceu bem cruel. Eu posso amar incondicionalmente meu filho (e amo!), e posso amar também a carreira que eu construí e não querer abrir mão dela por conta da maternidade.
Ter um filho é uma benção, aquela alegria que a gente sente que nunca sentimos antes, mas, como tudo na vida, o mar de rosas está apenas pintado nas fotos das blogueiras, páginas de revistas e na vizinha que insiste em esconder a realidade, né?

Eu comecei a minha jornada pela maternidade com uma desvantagem GIGANTE de tempo e posso garantir: faz toda diferença! A gestação é mais do que o período de formação do bebê em nosso ventre, é o tempo dos nossos amadurecimentos, a transição entre “hoje vou jantar pipoca” para “consigo jantar antes de trocar a fralda?”.
Algo que ninguém te conta é o seguinte: o bebê exige todas as horas do seu dia. Todas. Especialmente os três primeiros meses, pois é ali que aquele pequeno ser não sabe que já está aqui do lado de fora, e pasmem, você também não se situou ainda. Mas como toda fase, ela passa.

Conseguimos ler sobre isso em todos os lugares, afinal, a maternidade é um momento em que o #reallife é mais exposto e todo mundo adora postar o perrengue da fralda vazada, das noites mal dormidas e das primeiras risadinhas (eu também! rs).

Mas se tem algo que a maternidade da internet não me contou é que eu iria sentir falta (muita falta) da minha carreira e da minha vida pré-filhos. Pois é. É muito fácil ler sobre mães que empreenderam depois do nascimento dos filhos, (mas aí tem o problema das demissões maternas, e tenho muito para falar sobre isso!), mas pouco se fala sobre a continuidade da carreira e como isso é possível sem se sentir esmagada pela culpa de estar deixando seu pacotinho de amor em casa.

Bom, aqui eu vou falar. Na real, não foi difícil. Não se engane ao achar que isso é raridade, porque não é! Eu amei voltar a trabalhar em um escritório quando José fez seis meses, e consigo enxergar o bem que me fez vestir roupas decentes todos os dias e conversar com outros adultos só para variar.

A gente muda muito depois que se torna mãe, mas não perdemos o conhecimento adquirido, nem a capacidade de executar aquilo que fazíamos tão bem antes da maternidade.

Ter uma rede de apoio que você confie, dar ao pai as responsabilidades que é dele e encontrar o seu caminho é o primeiro passo para retornar a carreira. Mais do que estar do lado o tempo todo, é preciso estar presente, querer estar ali, ser feliz no processo.

Eu acredito muito na felicidade. Uma das poucas metas que tenho para José é cria-lo um ser humano feliz. Que sabe que o mundo não é fácil, mas enxerga a beleza da vida, sorri para ela e se encanta com pouco e por muito. Mas como eu posso ensinar a felicidade se no exemplo eu não pratico? Quem é mãe sabe que nossos filhos são esponjas de nossos hábitos, por isso dar o exemplo é tão importante.

E tá tudo bem se você não quer voltar a trabalhar, ficar longo do filho (tem dia que é difícil até pra mim), mas para quem quer, vá! É uma delícia colocar a mente para funcionar, dar o seu melhor. Pelo menos aqui, consigo ser mãe em tempo integral nos dois terços do dia que estou com ele.

Mãe, é isso, ter um filho e uma carreira foi a melhor decisão da minha maternidade e defenderei com unhas e dentes o direito de exercer as duas carreiras em paralelo.

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