Mercado Imobiliário!

Imobiliário

Após a crise de 2008 o setor imobiliário mundial sofreu com duros golpes em sua estrutura, amargurando semestres consecutivos de dados pessimistas e prejuízos estratosféricos às construtoras em nosso país.

Entretanto a realidade vivida pelas construtoras e incorporadoras neste ano de 2019 é bem diferente deste período pós crise, onde com a combinação da queda de distrates (desistência após compra na planta), redução do custo de acesso ao crédito para financiamento e disputas acirradas entre os bancos para este segmento formam o cenário praticamente perfeito para o avanço no setor da construção em nosso pais.

Nunca tivemos uma taxa Selic tão baixa, esse é um dos principais fatores que fomentam o mercado imobiliário brasileiro, considerando que a taxa Selic é a principal balizadora do crédito e também é usada como referência nos financiamentos, fazendo com que com uma maior quantidade de dinheiro disponível no mercado com um baixo custo viabiliza um maior fluxo de aquisições e investimento em imóveis. Segundo estudos Associação Brasileira de Incorporadoras, cada ponto percentual em nossa taxa básica de juros poderá reduzir em até 15% o valor final do imóvel.

Entretanto, estamos vivenciando um momento histórico em relação a educação financeira no Brasil, onde as pessoas já entendem a importância de se investir e diversificar os tipos de investimentos. Com a queda da Selic a patamares jamais alcançados em toda a história econômica brasileira, muitos investidores migraram seus investimentos de renda fixa para a renda variável em busca de maiores retornos. Assim o impacto do mercado de construção no Brasil não está limitado a compra e venda de imóveis, mas também com o novo ‘queridinho’ dos investidores que são os fundos imobiliários. 

Os fundos imobiliários podem ser definidos como um ‘grupo’ de investidores que detêm cotas deste fundo e os recursos captados são voltados para a construção ou aquisição de imóveis fora do mercado financeiro e o possível retorno financeiro (valorização do imóvel, aluguel e etc) é dividido com os investidores de acordo com a participação de cada um deles neste fundo. Todo fundo é guiado por um gestor, o qual é o tomador de decisão de como, quando e onde será aplicado os recursos captados.  

De 2018 para 2019 os números de novas cotas emitidas pelos fundos imobiliários praticamente dobraram, partindo de 13,4 bilhões de reais para 26 bilhões de reais em apenas um ano. Esse ‘boom’ também pode ser atribuído como resultado dos juros baixos, onde praticamente qualquer pessoa pode ser ‘dona’ de uma pequena cota de um imóvel e receber proventos disso, mas sem ter que aplicar uma quantia consideravelmente elevada em um imóvel próprio e físico. 

Já se ouve falar no mercado de pessoas que ao invés de aplicar 500, as vezes 800 mil reais em um imóvel padrão na capital, passa a aplicar esse valor e com os rendimentos consegue alugar um imóvel até melhor do que aquele que conseguiria comprar com o montante inicial. 

O mercado imobiliário é um grande termômetro da economia, sendo utilizado inclusive pelos formuladores das políticas econômicas como um dos principais mercados que são utilizados para conter ou acelerar a demanda de um determinado país. 

A cadeia envolvida na construção civil é uma das maiores comparadas aos outros setores, considerando que um boom na construção civil impacta diretamente nas demais indústrias, tais como: indústria de ferro e aço, indústria de cimento, mão de obra qualificada (engenheiros, arquitetos, pedreiros e etc), indústria de máquinas e equipamentos, serviços e também no mercado financeiro como vimos acima.

A indústria da construção civil representa sozinha 10% do nosso PIB ficando atrás somente da agroindústria que é o segmento de maior importância e participação na nossa dinâmica econômica. 

Outro ponto a destacar é a importância deste segmento ao nível social do nosso pais, através de moradias populares e incentivos à construção o déficit habitacional no Brasil caiu consideravelmente nos últimos anos, além da própria geração de empregos gerada por cada novo empreendimento.

Desta forma podemos entender que os dados animadores da construção em nosso país podem ser indicadores de uma melhoria considerável nos próximos meses, além da alternativa de investimentos propiciada ao investidor brasileiro, que mesmo que ‘jovem’ neste mercado quando comparamos ao restante do mundo, detém muitas opções e oportunidades crescentes de investimento. 

Matheus Spina

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