O Pequeno Príncipe: Um livro para ler e reler

24/07/2019
Larissa Narcisa
Pequeno Príncipe

Quando eu estava na terceira série, minha irmã do meio (que na época tinha quase 15 anos) estava terminando de ler um livro que se chamava O Pequeno Príncipe. Perguntei para ela que livro era aquele e se era legal, mesmo achando ele meio grande (ah, que inocência! hahaha). Ela me disse que era um livro que o nosso pai tinha emprestado para ela e que eu deveria ler uma vez em cada fase da minha vida – uma vez quando pequena, uma vez quando adolescente etc.

Fiquei curiosa e fui questionar minha outra irmã e meu pai, se eles também tinham lido. Ambos disseram que sim e repetiram a mesma coisa: que eu deveria ler 1 vez em cada fase da minha vida. A pequena criança aqui, que ainda não gostava muito de ler, foi lá enfrentar o desafio de ler O Pequeno Príncipe e ver porque todo mundo falava isso.

Eu demorei quase 1 mês pra ler, sério. Quando terminei, achei legalzinho, não entendi muito bem, mas fiquei encantada com os desenhos e como o principezinho descrevia cada um deles. Quanta criatividade! Me lembro de ter ficado inspirada com os desenhos, e que a parte que eu mais gostava era a que aparecia a raposa fofinha.

A próxima vez que fui ler esse livro foi quando eu estava na oitava série. Li em 2 dias (olha que progresso!), e fiquei, de novo, apaixonada pela história! Já entendia melhor o que o principezinho queria dizer em suas divagações, porque a parte da raposa é uma das mais importantes do livro, e como a Rosa simboliza uma pessoa na nossa vida.

Quando li O Pequeno Príncipe mais uma vez, foi quando ele me marcou muito e eu entendi o que meu pai e minhas irmãs falaram sobre ele. Foi no meu segundo ano do ensino médio, logo após eu sofrer uma perda enorme na minha família. Reli em 1 hora, praticamente. Chorei horrores. Isso porque nem tem o que realmente chorar nesse livro, né? (Sqn).

Eu vou corrigir o meu pai e minhas irmãs: esse livro a gente deve reler sempre que começar a se esquecer de como é ser criança, sempre que a gente se sentir engolidos pela nossa rotina, sempre que “o mundo real” parecer real demais. Ele tem uma reflexão e um pensamento tão poderosos, que a gente consegue compreender coisas novas em cada releitura que fazemos.

Quando lemos uma vez, somos o principezinho – inocentes, dependendo do amor de alguém, procurando voltar para casa. Em outro momento nós somos o aviador, perdidos no mundo e tentando encontrar sentido na vida. Às vezes nós somos a rosa, não enxergamos os sentimentos dos outros e valor que eles têm para a nossa vida. Também podemos ser a raposa, solitários em busca de alguém para amar e fazer companhia.

Enquanto escrevia esse texto, pesquisei e vi que O Pequeno Príncipe é uma das obras literárias mais traduzidas do mundo. Acho que é justamente porque todos os seus personagens se traduzem em nós, em algum momento de nossas vidas. A gente sempre tem alguma identificação maior com algum personagem toda vez que lemos e relemos.

Então se você nunca leu O Pequeno Príncipe, está na hora de dar uma pausa e ir ler agora. Se você já leu, assim como eu, vamos lá reler mais uma vez? Quem sabe a gente não aprende uma coisa nova de novo! E depois que você ler, comenta aqui a sua frase favorita do livro 🙂

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