Uma reflexão filosófica

Precisamos construir uma nova maneira de viver, com desejo intensivo. Que nossa vida profissional esteja de acordo com nosso modo de existir, agir e pensar. Que conquistemos a nossa potência de criar. Exercer uma atividade que nos liberta e liberta o outro.

Ao libertarmos nossas forças e potências, nos colocamos a criar a realidade. Podemos conquistar uma atividade que gostamos de fazer e ganhar a vida, é uma alegria ativa, que intensifica nossa maneira de viver. Isso podemos conquistar, mas desde que exerça o trabalho crítico de desconstrução de si mesmo.

A desconstrução é um processo de transmutação do modo de agir, pensar e sentir, buscando um pensamento nômade e a filosofia da diferença. Operar a partir das forças da natureza e desconstruir os maus jeitos, o mau uso dos afetos e a idealização de uma salvação que vem de fora.

Quando desconstruímos o que nos atrapalha, acessamos e libertamos o polo ativo, temos acesso ao poder da criação. Conquistamos um modo de vida livre. Nos tornamos capazes de extrair forças de maus acontecimentos e encontros.
É preciso estar atento, perceber os momentos de quedas, focar em cada relação, em cada ato de existir.

O acontecimento intoxica quando eu não o percebo. Se alie a dor, a própria dor é necessária quando não fazemos a lição de casa. Suspenda o julgamento. Há uma perfeição nos acontecimentos tristes que nos lembram do modo intensivo de existir.

É preciso tolerar mais as dores, ao invés de fugir e abocanhar os prazeres em busca de anestesia. Geralmente investimos em alguma coisa que nos dá poder e gozo, então entramos em um ciclo aparentemente virtuoso, mas é vicioso. Abre-se um buraco e vai colocando a sujeira embaixo do tapete, dessa forma, somos lançados numa redução de nós mesmos.

Não paramos de nos sentirmos pesados, perdemos o presente, esperamos algo do futuro e nos decepcionamos quando ele chega.

O que seria a saída?

Criar distância disso que nos tornamos. É preciso não só fazer uso da dor, mas largar o osso. A desconstrução libera novas janelas, novas forças, movimentos e acontecimentos. Aprenda a construir a realidade. Invente um modo de pensar, de agir e de sentir. Se aproprie de sua liberdade. Centralize-se e reconheça-se.

Reencontrar a nossa potência de acontecer depende de um novo modo de vida, fora do ciclo vicioso, é um exercício cotidiano. Desfazer as mediações que nos atrapalham é urgente, o cuidado de si é urgente, a prática de si é urgente. Somos potência de acontecer, criando a realidade.

Texto inspirado pelo filósofo Luiz Fuganti.

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