Violência nos games

Violência

Olá tudo bem? Obrigado por estar aqui, espero agregar com esse texto. Depois já deixa anotado pra dar uma olhadinha nos meus outros textos e bora mergulhar nesse mundo onde você pode tudo, ou quase tudo! (AQUI).

Por muitas vezes escutamos em diversos lugares sobre jogos causarem violência, incentivarem a criminalidade, ou até mesmo serem o “start” para ataques terroristas entre outros.

O fato é que o problema é muito mais embaixo do que só falar sobre o incentivo que os jogos podem ou não causar! Os jogos em si, proporcionam algo fantasioso e por mais que imitem a realidade a maioria dos jogadores conseguem identificar essa diferença, os jogos de tiros e de luta estão no topo dos mais acusados.

Violência

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Essa briga não é nova, se formos um pouco para o passado (mas nem tanto), lá no inicio dos anos 90 com a entrada de Mortal Kombat no mercado, aquilo causou um alvoroço entre os jovens, imagina o primeiro jogo na história a conter sangue, você podia arrancar cabeças e tirar a espinha cervical por completa (entre outras coisas…rs), isso acabou impressionando muita gente, a Nintendo na época se recusou a colocar o game com o sangue vermelho em seu console, tiveram que alterar o sangue para verde para diminuir o impacto visual.

Inclusive na época foi uma briga entre SEGA e Nintendo, pois no console da SEGA eles mantiveram a versão original, com o sangue vermelho, e na versão da Nintendo era sangue verde, na época a SEGA recebeu 3x mais pedidos do jogos do que a Nintendo.

Claro, para a indústria isso foi incrível, e rendeu a SEGA algum tempo de destaque, porém junto a isso, começou toda a polêmica em cima da violência, principalmente pais e governos começaram a entrar na parada.

O congresso dos Estados Unidos com seus representantes da época fizeram uma análise no jogo e acharam que aquilo estava distorcendo a mente das crianças e que deviam ter um controle maior sobre a situação, e foram dias de briga entre os lados.

Foi nessa época que surgiu como uma solução para que os pais avaliem o que seus filhos podem ou não jogar, criando um sistema de avaliação do nível de violência que continha no jogo. Hoje existem alguns sistemas de classificação de conteúdo, mundialmente conhecidos como o IARC entre outros, cada país tem o seu, e aqui no Brasil temos o CONCID. Com isso cada jogo passa por uma avaliação e o mesmo ganha um selo que condiz com uma faixa etária.

Violência

Sabemos que cada pessoa tem um entendimento sobre o real e o não real, cada uma se porta de forma diferente perante uma violência real, ou fantasiosa, dentro e fora dos games. Esse assunto já foi alvo de várias pesquisas e até o momento, nenhuma conseguiu provar que a “culpa é dos jogos”, nem de livros, filmes e etc.

Uma pesquisa recente, da Universidade de Oxford – Leia aqui – a Universidade fez uma pesquisa com mil adolescentes e seus pais, e chegaram a conclusão que jovens que jogam com frequência não eram mais violentos do que os que não jogavam.

O professor que liderou a pesquisa Andrew Przybylski comentou ainda que alguns jogadores até manifestaram sentimentos de raiva, mas por conta de alguma frustração no jogo (talvez xingariam muito no twitter), mas que isso não tem relação com ações agressivas na vida real.

O assunto é muito polêmico, e claro, é sempre bom conversar sobre, porém só colocar a culpa nos jogos e não avaliar todo o comportamento social, estrutura familiar, como os pais direcionam o assunto com os menores, são coisas que precisam ser colocadas antes de encontrar o “culpado”, não adianta por exemplo os pais esconderem o jogo, falar que é violento e proibir o acesso! É necessário explicar o quanto aquele jogo não condiz com a realidade, que jogar, matando pessoas, atropelando e outras coisas estão dentro de um mundo que não é real e que de fato aquilo não deve acontecer daquela forma no mundo real, lá no mundo da fantasia existe um “reiniciar” e todo mundo volta ao normal, na vida real não é assim, então o direcionamento dos pais é extremamente importante para que desde pequenos as crianças saibam avaliar as diferenças, e não só causar a curiosidade para que eles futuramente quebrem as regras.

Tenho um filho de 6 anos, e desde cedo ele é exposto às violências nos jogos, ele entende com precisão as diferenças (isso foi ensinado), seu comportamento com amigos e parentes é impecável e sempre elogiado, as brincadeiras dele no mundo real não envolvem brigas de nenhum tipo, pelo contrário, a empatia e o cuidado que ele tem pelo próximo foi plantado e ensinado desde muito cedo e ele o faz por conta esbanjando amor por ai.

O fato é que crianças da atualidade já nasceram em meio a tecnologia, e estão inseridas num contexto diferente de como as coisas acontecem, a exposição hoje é diferente, do que nós adultos que passamos por toda a transição entre uma década e outra, mundo onde tudo era novidade, e o agora onde já está tudo a nossa disposição!

E você? Acha que a culpa são dos games? Tem alguma experiência para compartilhar? Deixe aqui nos comentários!!!

Obrigado por me acompanhar nessa leitura, se gostou compartilha! Compartilhar conhecimento é viver! 🙂

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